segunda-feira, 6 de março de 2006
quinta-feira, 19 de janeiro de 2006
O regresso das mortas-vivas
quarta-feira, 18 de janeiro de 2006
A Maria merece... e nós?
Exmo. Sr.
Sou professor (e funcionário público) e por isso estive vários anos sem aumento de ordenado (até receber agora um aumento de cerca de 20% daquilo que já perdi para a inflacção nestes últimos anos) e tenho a progressão na carreira congelada até ao final deste ano.
Gostaria que me explicasse a notícia que recebi à luz dos sacrifícios que tenho estado a fazer juntamente com muitos portugueses. Nomeadamente, assinei o meu contrato profissional com os representantes de um governo tão legal e representativo dos portugueses quanto o actual, e muitos anos antes da decisão bloqueadora do meu progresso profissional tomada pela ministra da tutela - como se refere que é o caso da jornalista.
Sinceramente, acho que mereço uma explicação - e espero recebê-la do senhor, uma vez que a democracia representativa em que vivemos não considera a minha representação por parte de ninguém específico (como é o caso da democracia onde se encontra a embaixada onde a jornalista da notícia vai passar a exercer funções)... e toda a gente sabe que quando a responsabilidade é de todos, rapidamente se torna de ninguém.
Com os melhores cumprimentos
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Estranhamente apenas recebi um pdf muito bonito a dizer que a mensagem tinha sido recebida. Não recebi mais nenhuma resposta.
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Mensagem original:
A MARIA MERECE. . . é este o país e governo que temos...!!!
"De acordo com O Correio da Manhã, Maria Monteiro, filha do antigo ministro António Monteiro e que actualmente ocupa o cargo de adjunta do porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros vai para a embaixada portuguesa em Londres. Para que a mudança fosse possível, José Sócrates e o ministro das Finanças descongelaram a título excepcional uma contratação de pessoal especializado. Contactado pelo jornal, o porta-voz Carneiro Jacinto explicou que a contratação de Maria Monteiro já tinha sido decidida antes do anúncio da redução para metade dos conselheiros e adidos das embaixadas. As medidas de contenção avançadas pelo actual governo, nomeadamente o congelamento das progressões na função pública, começam a dar frutos. Os sacrifícios pedidos aos portugueses permitem assegurar a carreira desta jovem de 28 anos que, apesar da idade, já conseguiu, por mérito próprio e com uma carreira construída a pulso, atingir um nível de rendimento mensal superior a 9000 euros. É desta forma que se cala a boca a muita gente que não acredita nas potencialidades do nosso país, os zangados da vida que só sabem criticar a juventude, ponham os olhos nesta miúda. A título de curiosidade, o salário mensal da nossa nova adida de imprensa da embaixada de Londres daria para pagar as progressões de 193 técnicos superiores de 2ª classe, de 290 Técnicos de 2ª classe ou de 290 Assistentes Administrativos. O mesmo salário daria para pagar os salários de, respectivamente, 7, 10 e 14 jovens como a Maria, das categorias acima mencionadas, que poderiam muito bem despedir-se, por força de imperativos orçamentais. Estes jovens sem berço, que ao contrário da Maria tiveram que submeter-se a concurso, também ao contrário da Maria já estão habituados a ganhar pouco e devem habituar-se a ser competitivos. A nossa Maria merece. Também a título de exemplo, seriam necessários os descontos de IRS de 92 portugueses com um salário de 500 Euros a descontar à taxa de 20%.
Novamente, a nossa Maria merece."
segunda-feira, 16 de janeiro de 2006
sábado, 24 de setembro de 2005
Olhó político fresquinho! Ó freguês, vote num e leva o outro grátis!

O PS é um partido sensacional! Agora nas autárquicas em Sintra está a oferecer dois políticos (já um bocadinho usados, é certo, mas ainda em muito bom estado de conservação) numa mesma única votação.
É um típico negócio dois em um, em que se recebe um pneu sobressalente grátis na compra de um carro, ou a oferta de uma floreira na compra de um alguidar, ou um conjunto extra de pontas de borracha na compra de um irrigador para clisteres.
É muito favorável para o consumidor!
E em Lisboa o negócio ainda é melhor, pois de uma só vezada, o eleitor informado que vote socialista recebe um catedrático de filosofia (...e toda a gente sabe que dá sempre jeito ter um à mão em casa...) e uma apresentadora de TV com pretensões simultaneamente intelectuais e jet-setianas (como ela consegue fazer a convulsão entre estes dois mundos é coisa que me maravilha todos os dias).
Ambos (os dois, naturalmente...) com imensa prática autárquica... pois até têm morado toda a vida em autarquias...
Mas não pense o eleitor distraído que fica por aí! Não... De acordo com um famoso vídeo de lançamento de campanha, a equipa presidencial do PS ainda integra a criancinha do casal que tem um daqueles nomes da moda, tipo Martim ou Manuel Maria, uma coisa do género....
É muito melhor do que em Sintra, o que não é de espantar já que se trata da capital do império... para aí 20% ou mais de melhor. Ainda por cima, consta que a criança já está desmamada (ao contrário dos progenitores, pelo menos a acreditar no que os jornais disseram sobre a forma como eles geriram o início da campanha eleitoral e o relacionamento com a Distrital do PS).
Já só faltavam mesmo os saldos de políticos...
...e pergunto eu: Ó Mamã, ainda falta descermos muito para batermos no fundo?
sábado, 10 de setembro de 2005
A Ministra Reformista
Foram finalmente encontrados os culpados do estado calamitoso em que se encontra a educação em Portugal: são os professores!
Ao contrário do que qualquer observador menos bem informado poderia pensar, a culpa não é dos sucessivos (ir)responsáveis que têm ocupado a pasta da educação e que só têm aumentado a confusão reinante com a sua gritante falta de vocação.
Eu sei que os ministros e os secretários de estado são como os outros profissionais e que os há competentes, incompetentes e assim-assim. Estatisticamente falando, torna-se inevitável que ao longo dos anos tenham passado pela 5 de Outubro bons e maus dirigentes. Mas a pasta da Educação tem batido todos os recordes de desgoverno e recebido muito mais do que a quota de incompetência governativa que lhe cabia pelas leis da matemática... e eu (como a maioria dos portugueses, espero) fiquei convencido que tínhamos batido no fundo no último governo... com aquela senhora que, juntamente com a sua equipa, foi tirada não sei bem de dentro de que cartola...
Mas eis que o passado recente e o presente que estamos a viver me esclareceu finalmente que:
A) Não, ainda não pararam de desmantelar o Ensino Público! e,
B) Há ainda mais uns políticos de competência profissional duvidosa na calha do Ministério da Educação, e
C) Os culpados da actual situação são os professores, que não se estão a dedicar como deviam!
Essa malandragem, apesar de ser extremamente bem paga (estamos na cauda da Europa nisso também, claro, mas funciona sempre mandarmos destas acusações para o ar..), não está à altura das instruções de grande qualidade que jorram em abundância dos esforçados e inspirados serviços centrais.
Num país em que a baixa produtividade é generalizada, como não admirar aqueles que em meia década apenas conseguiram fazer uma revisão curricular por magistratura (ou seja, de dois em dois anos) e reinventar todo o conjunto de regras do Sistema Educativo de três em três meses? (Ainda mais se pensarmos que conseguiram fazer tudo isto sem saber ao certo quantas escolas ou professores ou alunos é que existem, o que eles estão a fazer e na ausência de qualquer tipo de plano ou estratégia de fundo.)
O mínimo que seria de esperar é que dirigentes tão inspirados fossem levados a sério, mas não... os professores fizeram todos os possíveis para os deixar ficar mal... e a prova acabada disso é que os alunos continuaram a ter más notas nos exames de matemática...
Ora, isto é imperdoável num país onde os Primeiros Ministros são ases a fazer de cabeça e em directo para as televisões, complicados cálculos com percentagens do PIB e os Ministros das Finanças não se enganam nas contas do Orçamento de Estado e os Governadores do Banco de Portugal acertam sempre nas somas dos estudos que lhes são encomendados.
Há pois que castigar essa malta que está a hipotecar o futuro do nosso país - mas temos que estabelecer prioridades, claro:
Assim, não é tão grave que continue a desorganização do sistema... desde que não se gaste muito dinheiro.... Ao fim ao cabo, os tipos que têm os putos no ensino público nem são conhecidos nem saiem nas revistas, de modo que não merecem que se gaste muito dinheiro com eles.
E a melhor maneira de desmontar o sistema é manter a sua desorganização e voltar o relógio do tempo um pouco para trás, para aí até 1973, e ver se os professores e os outros fogem.
Assim inicia-se um processo que só tem vantagens: poupa-se um dinheirão nos ordenados daqueles que se pirarem e depois privatizam-se as escolas que entretanto deixaram de funcionar e ainda se ganham uns cobres neste processo, além de se incentivar a iniciativa privada (e criar umas oportunidades de negócio para os amigos, claro).
As escolas que resistirem podem até ser loteadas, pois muitos dos terrenos onde estão construídas dão uns lotes de apartamentos fixes.
Depois, quando não houver escolas públicas gratuitas, o Estado dá uns cheques-educação para os pais pagarem a educação dos miúdos nos colégios... mas claro, pelo valor que é dado só podem pagar os piorzitos... de modo que os filhos do pessoal da massa vão ser daqueles que irão ter acesso ao ensino de qualidade e assim têm mais chances de arranjar os bons empregos que merecem.
É só vantagens, não é? E é tão simples de fazer... E como todos estão tão empenhados em fazê-lo: Cristão-democratas do PP, Social-democratas do PSD e Xuxalistas do PS...
quarta-feira, 7 de setembro de 2005
Subsídios para os desgraçadinhos
Coitados, acho bem... Alguém tem que zelar por eles já que nem o seu partido nem os eleitores o fazem... e além disso a empregabilidade desta gente é muito reduzida... Imagino que alguns nem saibam o que é ter que trabalhar para ganhar a vida... enquanto outros não sabem fazer nada de jeito.
Por outro lado, quem é que vai dar emprego a tipos com a fama deles? nenhum empresário com dois dedos de testa contrata para uma empresa sua um tipo que foi responsável por ter deixado o país chegar a este estado, além do que as imagens de televisão a mostrarem as bancadas vazias e deputados a cabecearem sonolentos ou a lerem o jornal não abonam muito em prol dos seus hábitos de trabalho...
Ora aí está um dinheiro bem gasto... Virá das verbas do IEFP?
sexta-feira, 2 de setembro de 2005
A solução para o desemprego (ou o ovo do Colombo)

Deve andar tudo doido. Ou então é mal meu...
A Ministra da Educação vai rever o regime de acumulações dos professores... E os sindicatos vieram a correr aplaudir aquilo a que todos foram unânimes em chamar medidas de combate ao desemprego. Certamente que aqueles que, por exemplo, se desmultiplicam a dar aulas num colégio para além das que dão numa escola pública fazem-no porque são tipos maus, falhos de sentido de classe ou de dever patriótico... e não para pagar as contas da luz ou a prestação da casa à Caixa como falsamente apregoam.
Estas alminhas que os partidos portugueses mais votados insistem em escolher para os lugares de decisão nunca param de me surpreender: está descoberta a solução para o desemprego... E foi uma socióloga portuguesa que a descobriu !... Ela pode perceber pouco de geografia mas é um génio da economia....
Envergonha-te ó Maria João Seara que não soubeste sequer fazer como deve de ser um concurso de professores... Pinta a cara de negro ó David Justino que não conseguiste pôr a funcionar de maneira decente uma simples disciplina de TIC... A vossa sucessora inventou a solução para o desemprego!
Afinal não é necessário nenhum choque tecnológico nem sequer qualquer investimento público nem privado: basta apenas dividir de forma mais equitativa o esforço daqueles que trabalham...
Os governantes dos outros países são muito parvos... e os nossos são muito bons! Espero que os alemães aprendam... eles que há uma porrada de anos não têm conseguido resolver o problema do desemprego no Leste... Não admira que o governo deles tenha caído... São uns incapazes...
De acordo com os números anunciados pela ministra existem 10.000 acumulações de professores... ora, contas feitas, está achado um importante contributo para um dos objectivos anunciados na campanha do Engenheiro Sócrates - o dos 150 mil novos empregos.... agora só falta arranjar maneira de fazer desistir outros 140 mil portugueses de parte dos seus empregos e é mais uma promessa cumprida.
...e com esta e com a dos impostos já são duas...
Ora bem, esta é mesma comparável ao ovo do Colombo... e provavelmente terá saído também do cú duma galinha...
sexta-feira, 26 de agosto de 2005
A vida tá uma seca!
E foi remédio santo... Mal comecei, desatou logo a chuviscar...
Mas o pior ainda estava para vir: se ainda precisava de mais provas em como sou um tipo azarado, bastou eu manifestar o desejo de substituir a capota rígida pela de lona para a chuva apertar e transformar-se em aguaceiro... e só quando eu desisti é que o mau tempo abrandou...
Ora qual será o significado disto?
Todos sabemos que existe uma ordem cósmica no Universo, um equilíbrio relacionado com as leis da física que se tem que manter e que dita que a entropia (ou desorganização, para os leigos) tem que ir sempre aumentando paulatinamente, pelo que sempre que numa galáxia acontece algo de maravilhoso - a invenção do autoclismo, por exemplo - noutro local qualquer há uma grave perda de qualidade de vida... ou sempre que a uma nova forma inteligente de vida surge num qualquer sistema solar obscuro, o Durão Barroso tem que fazer um discurso...
Será que isto significa que quando eu deixar de votar contra os partidos do poder eles se vão demitir de imediato? Ou no momento exacto em que eu deixar de dizer mal do projecto do aeroporto da Ota o Sócrates vai anunciar com pompa e circunstância a inutilidade nacional desse projecto?
Não sei se me arrisque...
quarta-feira, 24 de agosto de 2005
As férias dos portugueses
E ao ver o telejornal da TVI fiquei a saber que os portugueses estão cheios de sorte porque têm mais férias do que inúmeros outros povos... Do que os filipinos e os chineses, por exemplo (na Europa não, claro, mas não vale a pena falar nesses maus exemplos...).
Estranhei não falarem também de outras grandes referências sociais como o Alto-Volta ou o Burkina-Fasso... mas se calhar foi porque não conseguiram estatísticas favoráveis....
No final da notícia, aquele jornalista que escreveu aquele livro sobre o Estádio das Antas e que agora usa um corte de cabelo ridículo que o faz ficar igual ao finado Freddy Mercury (...mas sem bigode...) termina com a seguinte tirada de mestre: "E agora já se sabe porque a China e a América são o que são..."
Bom... talvez o ideal fosse mesmo começarmos por diminuir as férias ao autor da notícia... a ver se Portugal recuperava a posição que merece no ranking económico mundial. Certamente o mundo inteiro agradeceria por poder contar com mais contributos de jornalista tão informado e inspirado...
Mas o mais certo é ele acabar por ser nomeado director da Lusa por distintos serviços prestados ao Poder...
Eu já sabia que O Público era particularmente popular no tempo dos governos do (outro) engenheiro por garantir uma cobertura mais ou menos constante do que alguns ministros faziam (e também do que eles diziam que iam fazer mas que - coitados - não chegavam a fazer por circunstâncias adversas e falta de compreensão do resto do mundo...) fornecendo assim um fluxo quase constante de páginas que faziam as delícias dos gabinetes e as cabecinhas dos eleitores.
Agora parece que temos também uma televisão privada de serviço à manutenção da imagem do governo... Pois... todos não somos demais...Estamos mesmo a viver o paradigma neoliberal...
Só se fala das vantagens e benefícios associados a coisas e números e nunca a pessoas...
Valha-nos o Papa Bento...
A Expo e os patos
Aquilo está transformado num gigantesco estaleiro... ou um vislumbre de paraíso para os patos bravos. Já não há por onde circular nem onde estacionar, tal como nos outros bairros de Lisboa...
Enfim... tem tudo aquilo a que estamos habituados. É bom ver que o dinheiro de todos nós foi tão judiciosamente gasto no proveito de uns poucos... dos mesmos poucos do costume, aliás.
E continuam a usar as mesmas fórmulas de sempre... muito cimento e pouco espaço... Mas só eu é que reparo nisto, infelizmente. Quando vamos a qualquer cidade ou vila espanhola somos imediatamente assaltados pelas imagens de grandeza daquelas avenidas ou simples ruas que eles sabem traçar - com várias vias, passeios generosos, jardins e espaço.
Aqui, neste cantinho à beira mar plantado, resta-nos a consolação de que o bairro oriental de Lisboa, o primeiro exemplo de planeamento urbanístico centralizado desde os idos tempos do Estado Novo, e onde os apartamentos custam o mesmo que em Londres, tem avenidas com a mesma largura de becos dos bairros da periferia de Cáceres
Mas no outro dia fiquei mais sossegado. Um importante economista da nossa praça mencionou numa entrevista a irracionalidade sob o ponto de vista financeiro que constituíram as aventuras da Expo e do Mundial. Até agora nunca tinha ouvido ninguém a dizer isto... a não ser eu... e sentia-me sempre perplexo por ser eu o único a sentir isso.
Isto de ser um homem antes do seu tempo não é nada confortável...
segunda-feira, 15 de agosto de 2005
Marcação homem a homem
Vocês acham isto normal? Os partidos gastarem o dinheiro deles - quer dizer, o NOSSO dinheiro - a porem os respectivos candidatos a olharem uns para os outros com sorrisos suspeitos?
E com a sorte que tenho tido ultimamente, o duo fantástico ainda ganha as eleições... E no próximo dia sem carros não vamos ter apenas a Dra. Edite Estrela a passear a sua natural classe numa charrete paga com o dinheiro dos contribuintes (que a vêm pacientemente passar enquanto esperam nas paragens pelos autocarros da insuficiente rede de transportes públicos...). Não senhora! Vamos ter todo um colossal desfile com inúmeras carruagens... uma para cada político famoso eleito...
...tipo Carnaval de Torres...
quarta-feira, 10 de agosto de 2005
A Comissão Europeia e a gestão portuguesa
Todos os anos Bruxelas repete este processo de candidatura, respeitando os calendários como se de um relógio se tratasse: o prazo para anúncio dos resultados é o fim de Julho? Então antes do dia 15 desse mês já todos os candidatos foram notificados das decisões do júri.
Mas este ano é diferente. Eis chegado o final do mês e nem uma palavra... já se nota até nestas pequeninas coisas do dia-a-dia que está um português ao leme da Comissão Europeia.
A desorganização, o incumprimento das datas por eles próprios fixadas e o desrespeito pelos outros transbordou do exíguo território nacional e está agora também instalado em Bruxelas.
Queixava-se o nosso Presidente da República de que os políticos europeus, quando regressam a casa falam sempre do que conseguiram da União e nunca do que para ela contribuíram... mas isso não se aplica aos nossos políticos... e é nestas alturas que sinto um orgulho irreprimível em ser português.
Porque tenho a certeza que o legado de Durão Barroso se fará sentir em Bruxelas (e arredores), muitos anos depois desse eminente político mundial (ou, direi mesmo Universal?) terminar o seu patriótico consulado.
E são estas pequenas coisas que me fazem ter confiança no nosso futuro colectivo e na nossa classe dirigente...
domingo, 24 de julho de 2005
Pole position
sexta-feira, 22 de julho de 2005
a pequena GRANDE reportagem
Durão desde pequeno...
quinta-feira, 21 de julho de 2005
quarta-feira, 20 de julho de 2005
Coragem e determinação.... ficam sempre bem!
O Público hoje dizia: Jorge Coelho elogia "coragem e determinação" de Campos e Cunha
e eu digo: mas porque é que se diz sempre bem dos finados durante os velórios? (que uns dias depois já a coisa fia mais fina...)
domingo, 17 de julho de 2005
Um bacalhau do primeiro
Agora espero que, no mínimo, tenha sido para ele uma experiência religiosa que o leve a deixar de fazer asneiras... que por exemplo o faça desistir do TGV e da Ota...
Mas depois do caloroso aperto de mão assaltou-me aquela dúvida... É que estes comportamentos sociais com políticos não são nada higiénicos... Só antes de mim naquela fila estavam para aí uns cinquenta ... a quem eu apertei a mão por interposta pessoa... E quantos outros mais não terão existido no passado recente daquele homem e de quem eu não tenho conhecimento?
Acho que os políticos deviam ser obrigados a usar luvas...


