terça-feira, 23 de setembro de 2008

Vienna

Vienna

Vienna

Vienna

Não se esqueçam!!!


Só temos uma oportunidade destas de 4 em 4 anos!

Mais um(s) dia(s) de viagem

Mais uma noite quase em branco a preparar as coisas de última hora – acho que inconscientemente acabo por fazer isso de propósito. De há uns anos a esta parte tem sido quase sempre assim.

Como sempre, ao fim de uma dezena de minutos num avião fico assim como que entorpecido... Não consigo fazer nada de jeito e o tempo passa devagar, mas sem nada de distinto que o faça ser lembrado depois.

Levantámos voo da Portela (lembro-me que fiquei muito contente quando vi as asas a mudarem de forma e a aumentarem lentamente de superfície antes da descolagem :-). Seguimos o traçado do rio Tejo e foi muito bonito ver a CREL, a A1, a nova variante e Vila Franca, a ponte, a Central do Carregado. As zonas de acumulação de areia no leito formam ilhas que fazem lembrar as formas da água da chuva a escorrer. Visto de 10 km de altura, o Tejo não é muito imponente, convinhamos.

Passámos por Santarém e subimos o rio até Abrantes e Castelo do Bode. Mesmo antes de entrarmos num grande banco de nuvens pude ver o Castelo de Almourol, na ponta da sua ilha.

Passámos por Genève, e foi bonito rever o lago do alto, com o repuxo perfeitamente visível, o aeroporto na outra margem e algures entre o casario, as instalações do CERN. Dei comigo inconscientemente a procurar o traçado circular do LHC... não consegui ver.... provavelmente porque não trouxe os meus óculos de visão raio-X :-)

Tirei uma foto, mas com a quantidade de coisas que trago na mochila, foi difícil de encontrar a máquina fotográfica... eu a procurar e a paisagem a passar inexoravelmente. No meio de tanta luta deixei cair os óculos (e como é difícil apanhar o que quer que seja do chão nos espaços apertados das cadeiras dos aviões – por tudo isso a foto deve ficou com pouca definição, tremida e/ou desfocada.

A paisagem envolvente de Zurique é muito agradável, com montanhas baixinhas a transformarem-se em colinas salpicadas de quintas antigas, com aqueles telhados que não têm nada a ver com os nossos.

Na zona de aproximação da pista existem uns prados que estão aparados e plantados (ou tingidos) com plantas de várias cores por forma a transformarem-se em gigantescos outdoors – um de uma marca de canivetes suiços (ora bem....) e outro de uma marca qualquer anónima para mim.

...

A chegada a Viena foi calma – era noite e o aeroporto pareceu pequeno - mais pequeno que a Portela. Mas tudo limpo e organizado. Todo o tratamento pessoal foi mais simpático do que na Alemanha (ou Suiça) – aparentemente eles exportaram o conceito de nazi para ser aperfeiçoado no estrangeiro e não têm feito o upgrade da versão local.

Rapidamente me informaram como chegar ao comboio – parecia complicado o que li várias vezes no guia turístico para ter a certeza que compreendia bem, mas afinal é muito simples: os diferentes transportes públicos (autocarros, comboios, eléctricos e metropolitano) estão unificados ao nível dos bilhetes (mas onde é que eles foram inventar uma coisa destas?.... devem ser parvos.... não vêm que assim facilitam desnecessariamente a vida dos utentes?) e existem várias zonas concêntricas em Viena. A parte central, em que um bilhete de uma viagem custa 1,7 €, a zona 2, que inclui o aeroporto, em que o bilhete custa 3,4 €. Barato.. pois.... esperem só até saber o preço dos combustíveis e vão ficar a saber o que a má gestão e a ganância da nossa classe dirigente nos custa no dia-a-dia.

Não foi imediato perceber como funcionam as máquinas de bilhetes mas descobri que posso pagar com o cartão multibanco (hei!!!!). Depois esqueci-me de validar o bilhete mas tive sorte.... não fui apanhado :-). A viagem de comboio durou cerca de meia hora e foi..... escura :-) Já era noite cerrada.

Mudei para o metro numa estação colada ao Prater. Simples, despida, funcional, impecavelmente limpa.... apesar de não se verem muitos caixotes do lixo, o que só vem provar que a higiene (também) vem de dentro para fora. Ao longo destes dias andei muitas vezes com o lixo no bolso durante muito tempo antes de encontrar um caixote para o despejar. Ou então sou eu que sou distraído e não os via :-)

O metro também é do mesmo estilo. Tipo anos setenta ou oitenta, limpo, com ar de usado, sem luxos mas perfeitamente funcional. Um aspecto interessante é que a empresa de transportes de Viena – a VOR – coloca umas revistas (em alemão :-() com uns laços de fio de nylon numa das extremidades, para as pessoas lerem e voltarem a pendurar por debaixo das janelas. Passados cerca de 15 minutos cheguei a Reumannplatz onde – de acordo com as instruções do site da conferência teria que mudar para o eléctrico 67. Os eléctricos são fixes – parecem pequenos comboios, com uma via bastante mais larga do que a nossa e com cerca de 4 carruagens.

Os bairros que atravessámos a uma velocidade interessante (cerca de 35 km/h – eu levava o gps a funcionar, para saber quando ia chegar ao hotel para ter a certeza que saía na estação certa) são parecidos com Praga, e de certo modo com Budapeste, mas são mais sóbrios que os bairros de Budapeste e estão em melhor estado de conservação. Vêm-se alguns prédios urbanos com qualidade arquitectónica, mas a maioria apresenta uma idade indefinida que pode ir dos 30 aos 100 anos de idade.

Saímos do perímetro urbano propriamente dito e passámos a uma zona de parques e finalmente chegámos a Oberlaa e vi o Hotel.... é uma torre de 14 andares no meio de um conjunto de prédios esparsos na orla de um parque.

...

Comecei o dia por volta das 9 e dei uma corridinha para chegar a tempo do pequeno almoço (terminava às 10...). O tempo estava uma merda. Chuviscos a cair de um céu que não deixava muitas dúvidas quanto ao facto deste tempo estar para ficar.

De novo acordei just in time para ir tomar o pequeno almoço antes de fechar. Estou mesmo fora de treino – estou dorido do passeio de ontem e acho que me constipei, com toda aquela chuva e frio. Mal tinha regressado ao quarto para pegar na mochila para ir até à cidade telefonou o Ben – tinha acabado de chegar ao hotel.

Acabámos por ir os dois passear até à cidade. Optei por lhe mostrar a Karlskirche, onde tinha terminado a volta no dia anterior. Tinha curiosidade em ver os pavilhões do sistema de comboio urbano que Otto Wagner tinha desenhado no início do século XX. São pequeninos, sóbrios e lindos.... arte nova minimalista e rectilínea, sem aqueles volumes arredondados de inspiração vegetal. As linhas são sobretudo rectilíneas e apenas os elementos decorativos são relacionáveis com a arte nova. O resultado final é bastante simpático... e aparenta uma economia de meios que não deixa de ser interessante.

Entrámos na Karlskirche. Tivémos que comprar bilhete, mas...Uau... valeu a pena.

Fizémos o regresso a tempo do início da conferência. Depois a rotina do costume: ida ás sessões da manhã – conversa interessante. Baldei-me assim que consegui e ida ao museu da cidade – optei mais uma vez por recomeçar onde tinha acabado: no museu da cidade de Viena.

Integrados no grupo da conferência fomos jantar na Rauthaus Keller (a cave do edifício da Câmara Municipal). A nossa anfitriã era a presidente do parlamento de Viena.

...

sábado: trabalho!!!

...

domingo: visita ao Belvedere.... KLIMT!!!!!! SCHIELE!!!!!
“Todos estão fartos desta guerra e só desejam que ela termine, independentemente de quem saia vitorioso. Os nossos inimigos são muito mais interessantes do que nós, e é nas pátrias deles que estão a acontecer as coisas verdadeiramente interessantes”.

Deve haver alturas em que não tem piada nenhuma ser austríaco.

Cheguei ao hotel e acabei por ficar na área da recepção a navegar na net até tarde. Li o mail, fiz pesquisa de informação sobre Klimt e Schiele (what else...) e falei com a Mi. Foi bom.

...
Regresso: De novo mais um dia de viagem pela frente. Não é que não goste disto – claro que gosto – mas acho sempre que gostava já de estar lá :-) sem mais nada!

A rotina do costume: levantar, arrumar (quase tudo n)a mala. Pequeno-almoço de enfarta-brutos para ter energia para o resto do dia (vou comer mais daquelas sandwiches a bordo - uau!!!! )

O regresso de Zurique para Lisboa foi feito num avião da TAP. Que raio... então não é que me senti em casa e até achei piada ao comportamento boçal de alguns companheiros de viagem.

Estou a perder qualidades certamente....

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

sábado, 2 de agosto de 2008

Vem aí o Magalhães

Vem aí o magalhães - o computador de baixo preço que vai ser distribuído às crianças do 1º ciclo a preços subsidiados.

Independentemente das verdadeiras razões que motivam as decisões políticas - foi notória a dificuldade com que o Primeiro Minsitro pronunciou termos complicados em inglês técnico como 'micro-processador', o que pode indiciar outros profundos desconhecimentos - esta experiência generalizadora vai ter de certeza impactos profundos nos jovens portugueses.

Como será a relação com as TIC de um jovem de 20 anos que as utiliza há 14?

Estou em crer que muito vai mudar para muitos jovens portugueses.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

O padre e o autarca atrasado

Certo Padre foi homenageado com uma pequena cerimónia pelos 25 anos de trabalho ininterrupto à frente da paróquia. O presidente da câmara foi convidado para lhe entregar um presente e proferir um pequeno discurso. Como se atrasou, o sacerdote, decidiu proferir algumas palavras:

- A primeira impressão que tive da paróquia, resultou da primeira confissão que ouvi e não podia ter sido pior... Pensei que o bispo tinha me enviado para um lugar tenebroso, pois a primeira pessoa que se me confessou disse-me que era ladrão - tinha roubado dinheiro aos seus próprios pais, a quem batia se não lhe satisfizessem as vontades, roubara nas empresas onde trabalhara - que costumava ter aventuras com as mulheres dos chefes e dos subordinados, que se dedicava ao tráfico e venda de drogas e que tinha transmitido uma doença venérea à própria irmã. Fiquei assustadíssimo... Mas com o passar do tempo, entretanto, fui conhecendo mais gente que em nada se parecia com aquele homem... Afinal viera parar a uma paróquia cheia de gente responsável, com valores, comprometida com sua fé e desta maneira tenho vivido os 25 anos mais maravilhosos do meu sacerdócio!

Nesse momento chega o autarca a quem foi dada a palavra para entregar o presente da comunidade e prestar homenagem ao padre.

Começou por pedir desculpas pelo atraso e disse:

- Nunca vou esquecer o dia em que o senhor padre chegou à nossa paróquia... Tive a honra de ser o primeiro paroquiano a me confessar com ele!


Moral da história:

"NUNCA CHEGUE ATRASADO".

sábado, 19 de julho de 2008

Descobri qual é o grande problema dos Jovens portugueses!

É o casamento gay!!!!!!!!
Estes rapazinhos vão longe, sem dúvida....
Com esta clarividência tão precoce, já dá para perceber a qualidade dos Secretários de Estado que a próxima geração nos vai trazer.

Deus nos valha.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

As medidas ambientais do governo da república

N' O Público, hoje:
"Quercus: carros eléctricos estão isentos de imposto automóvel, ao contrário do que disse Sócrates" - (ler em http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1335173&idCanal=57)

Estes indivíduos, na sua ânsia de parecer socialistas, até se esquecem das decisões socialistas que já foram tomadas antes....

... e que por acaso são bem mais favoráveis do que aquelas que eles propõem conceder, na sua magnanimidade de governantes de grande sensibilidade social.

Estes gajos não existem.... se isto não fosse dramático para a maioria dos portugueses era de rebolar no chão a rir!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

O princípio do fim.... ou o fim do princípio

PS e PSD em empate técnico ... a sondagem!

A máquina de controlo da opinião pública começa a mostar sinais de ineficiência... já não consegue mascarar a realidade e até os pasquins como o Correio da Manhã (lembram-se dos artigos do Rangel sobre a manifestação de professores?....) começam a afastar-se do rebanho ...

É mesmo o princípio do fim para o governo do engenheiro que não está inscrito na ordem...

http://www.correiomanha.pt/Noticia.aspx?channelid=00000009-0000-0000-0000-000000000009&contentid=8273D837-62C0-492F-8994-C92DD3486922

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Sobre o 'novo' Partido Socialista de Sócrates Pinto de Sousa

Power does not corrupt men; fools, however, if they get into a position of power, corrupt power.
George Bernard Shaw

sábado, 28 de junho de 2008

Sobre os exames nacionais como instrumento de reforma educativa (****)


Por vezes falta-me a pachorra para estas discussões... mas nunca desprezo uma boa provocação.

É evidente que nesta era de individualismo e neo-liberalismo galopantes os exames se vão instalar e ficar por uns tempos... para acabarem por ser retirados de cena daqui a uns anos - sempre para glória reformista dos responsáveis políticos que tomarem a decisão. São uma óptima maneira de parecer que se está a fazer alguma coisa e manter os media ocupados - quando na realidade se continua com a cabeça debaixo da areia e não se faz o que precisa de ser feito. Só que para iso era preciso tempo (coisa que os políticos não têm) e saber o que fazer (coisa que os políticos também não sabem).

Os académicos que acenam as vantagens reformadoras e reguladoras dos exames e que - por eles - examinariam os alunos em todos os anos e a todas as disciplinas e até várias vezes por ano, esquecem - ou escamoteiam - que a abordagem dos sistemas educativos mais avançados que o nosso é totalmente diferente. São infelizmente professores do Ensino Superior português que só está agora a ser trazido para a modernidade por Bolonha. Coitados, não sabem mais do que isso.

Meu Deus... mas alguém que tenha andado na Universidade duvida da falta de preparação pedagógica da maioria esmagadora dos seus docentes? Porque então lhes estão sempre a perguntar coisas que eles não sabem?

A tal Finlândia com a qual os nossos políticos ignorantes (ou ignorantes políticos) estão sempre a acenar utiliza os exames parcimoniosamente, por exemplo. Antes incentiva os alunos e os profissionais da educação de muitas outras formas e usa essa e outras formas de avaliação como uma maneira de detectar as falhas do sistema em GARANTIR O SUCESSO DOS ALUNOS - Esse é o objectivo deles, não é seriar nem excluir. A nossa sociedade tem que ser construída com todos e ser inclusiva porque não nos podemos dar ao luxo de excluir ninguém - sobretudo nestes tempos de concorrência desenfreada entre economias. Já pensaram quanto nos custa a todos cada um dos agricultores ignorantes que temos? ou cada um dos elementos dos gangues urbanos? ou cada um dos assessores e promitentes assessores que enxameiam os partidos do centrão à espera de um tacho?

Mas nós - claro - temos sempre que ser diferentes, e nada como usar uma solução do século XIX para tentar resolver um problema do século XXI.

Não há pachorra, mesmo. De novo a solução vai ser deixar passar uns anos e esperar que outro decisor político 'descubra' que a solução é copiar o que outros mais bem sucedidos que nós já estão a fazer há muito e reforme os exames para outro papel, bem diferente deste.

Mas o problema dos responsáveis actuais é que andam a copiar as soluções educativas do hemisfério errado... e esquecem-se que não estão na América Latina... onde talvez desejassem estar (Freud explica...) :-)

PS: Entretanto lembrei-me que os nossos clarividentes decisores políticos que tão lestos foram a introduzir os exames como instrumento de reforma do sistema são os mesmos das iniciativas como as Novas Oportunidades.... em que, sem exames (!!!), sem escolas(*), sem aulas (**) e sem professores (***) se atribuem diplomas do 9º ano e do 12º ano em algumas semanas.
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(*) Muitos dos Centros de Novas Oportunidades estão sedeados em instituições que não são escolas. Os (ir)responsáveis do Ministério da Educação que permitiram esse facto e que criaram um quadro de financiamento ligado ao número de creditações que cada centro consegue devem estar a perceber a borrada que cometeram porque agora andam a forçar as escolas oficiais a abrirem centros.... assim a coisa sempre fica mais diluída...

(**) Eu sei que é incrível, mas pode acontecer... aliás, de que outra maneira é que acham que se conseguiriam os 200.000 de diplomados que a tutela acena desde o princípio deste programa?

(***) Eu sei que isto depende do que se entende por um professor.... se calhar eu sou muito esquisito, mas gosto de só considerar professores aqueles que têm habilitações académicas e profissionais para leccionar numa escola oficial.

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(****) Comentário a artigo no Ciência Hoje em: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=26675&op=all

A não perder...

http://entratenamente.blogspot.com/2008/06/com-um-abrao-adelina-machado-e-outro-ao.html

Claro....

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Há muitos, muitos anos....

vi isto num palco de um teatro em Londres... (1977? será?)

She comes in colours....

Angie


Não me esqueço da capa deste single... mas não a consigo encontrar na net :-(

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Abandono escolar

terça-feira, 17 de junho de 2008

Diálogo planetário


O marido ao chegar a casa diz à mulher:
- Querida hoje vou amar-te...!!!!
Responde a mulher:
- Quero lá saber, até podes ir a Júpiter, desde que me deixes dormir.......

terça-feira, 10 de junho de 2008

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Portugal (ou: O papagaio e o Sócrates)

Em Lisboa, um menino regressa da escola cansado e faminto e pergunta à mãe:
- Mamã, que há para comer?
- Nada, meu filho.
O menino olha para o papagaio, que têm na gaiola, e pergunta:
- Mamã, porque não há papagaio com arroz?
- Porque não há arroz.
- E papagaio no forno?
- Não há gás.
- E papagaio no grelhador eléctrico?
- Não há electricidade.
- E papagaio frito?
- Não há azeite.
E o papagaio contentíssimo gritava:


VIVA O SÓCRATES!
VIVA O SÓCRATES!
VIVA O SÓCRATES!

sexta-feira, 6 de junho de 2008

terça-feira, 3 de junho de 2008

terça-feira, 20 de maio de 2008

Eu e o telefone




quinta-feira, 15 de maio de 2008

Meu Deus


...livrai-nos dos Marxistas convictos do passado!

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Cuidado com os maus exemplos!!!

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Post Scriptum: Desculpem lá, mas ele até tem um ar perfeitamente normal... O que andam para aí a dizer à boca cheia é de certeza mentira. Ele não é psicótico e de certeza que é heterosexual!

terça-feira, 13 de maio de 2008

A moral da história

Sherlock Holmes e Dr. Watson vão acampar.
Montam a tenda e, depois de uma boa refeição e uma garrafa de vinho, deitam-se para dormir.
Algumas horas depois, Holmes acorda e diz para o seu fiel amigo:
- Meu caro Watson, olhe para cima e diga-me o que vê...
Watson responde:
- Vejo milhares e milhares de estrelas...
Holmes, então, pergunta:
- E o que isso significa?
Watson pondera por um minuto, depois enumera:
- 1. Astronomicamente, significa que há milhares e milhares de galáxias e, potencialmente, biliões de planetas.
-2. Astrologicamente, observo que Saturno está em Leão e teremos um dia de sorte.
-3. Temporalmente, deduzo que são, aproximadamente, 03h15min, pela altura em que se encontra a Estrela Polar.
4. Teologicamente, posso ver que Deus é todo-poderoso e somos pequenos e insignificantes.
5. Meteorologicamente, suspeito que teremos um lindo dia. Correcto?
Holmes fica um minuto em silêncio e diz:
- Watson, seu idiota! Significa que alguém nos roubou a tenda!!!

Moral da história:
A vida é simples, nós é que a complicamos!

Piscina mágica

Durante uma festa de arromba, com a nata dos políticos e diplomatas presentes no país, o milionário anfitrião, já meio tocado, fez-se ouvir para anunciar:
- Eu queria dizer uma coisa... a minha piscina é mágica!!!
Todos, pensando que era delírio do dono da casa, começaram a rir. Nisto, o dono da casa começa a correr, dá um pulo para a piscina e grita:
- CERVEJA!!!
A água muda para cerveja, o tipo vai nadando, vai bebendo, e, ao sair do outro lado, a piscina volta ao normal.
Um consul italiano, estupefacto com o que estava a presenciar, corre também, dá um salto e grita :
- VINHO!!
E a água transforma-se em vinho. Ele nada, sai do outro lado e, novamente, a piscina volta ao normal.
Um adido francês vai, dá um pulo para dentro da piscina e grita:
- CHAMPAGNE!!
E a água muda para champanhe. Quando sai do outro lado a piscina volta ao normal.
José Sócrates, vibrando de emoção com o que está a acontecer no seu Portugal, corre também para a piscina.
Quando já vai no ar, o Armando Vara diz-lhe:
- Zé, tens o telemóvel e a carteira no bolso!!!
E ele grita:

- MMMEEERRRDDDAAAA!!!!!!!!!!


# Está tudo explicado #

O País que não merece ser desenvolvido (*)


PORTUGAL FEZ TUDO ERRADO, MAS CORREU TUDO BEM.

Esta é a conclusão de um relatório internacional recente sobre o desenvolvimento português.

Havia até agora no mundo países desenvolvidos, subdesenvolvidos e em vias de desenvolvimento. Mas acabou de ser criada uma nova categoria: os países que não deveriam ser desenvolvidos. Trata-se de regiões que fizeram tudo o que podiam para estragar o seu processo de desenvolvimento e... falharam.

Hoje são países industrializados e modernos, mas por engano. Segundo a fundação europeia que criou esta nova classificação, no estudo a que o DN teve acesso, este grupo de países especiais é muito pequeno. Alias, tem mesmo um só elemento: Portugal.

A Fundação Richard Zwentzerg (FRZ), iniciou há uns meses um grande trabalho sobre a estratégia económica de longo prazo. Tomando a evolução global da segunda metade do século XX, os cientistas da FRZ procuraram isolar as razões que motivavam os grandes falhanços no progresso. O estudo, naturalmente, pensava centrar-se nos países em decadência. Mas, para grande surpresa dos investigadores, os mais altos índices de aselhice económica foram detectados em Portugal, um dos países que tinha também uma das mais elevadas dinâmicas de
progresso.

Desconcertados, acabam de publicar, à margem da cimeira de Lisboa, os seus resultados num pequeno relatório bem eloquente, intitulado: "O País Que Não Devia Ser Desenvolvido"

O SUCESSO INESPERADO DOS INCRÌVEIS ERROS ECONÓMICOS PORTUGUESES

Num primeiro capítulo, o relatório documenta o notável comportamento da economia portuguesa no último meio século. De 1950 a 2000, o nosso produto aumentou quase nove vezes, com uma taxa de crescimento anual sustentada de 4,5 por cento durante os longos 50 anos. Esse crescimento aproximou-nos decisivamente do nível dos países ricos. Em 1950, o produto de Portugal tinha uma posição a cerca de 35 por cento do valor médio das regiões desenvolvidas.
Hoje ultrapassa o dobro desse nível, estando acima dos 70 por cento, apesar do forte crescimento que essas economias também registaram no período. Na generalidade dos outros indicadores de bem-estar, a evolução portuguesa foi também notável.

Temos mais médicos por habitante que muitos países ricos. A mortalidade infantil caiu de quase 90 por mil, em 1960, para menos de sete por mil agora. A taxa de analfabetismo reduziu-se de 40 por cento em 1950 para dez por cento.

Actualmente a esperança de vida ao nascer dos portugueses aumentou 18 anos no mesmo período. O relatório refere que esta evolução é uma das mais impressionantes, sustentadas e sólidas do século XX. Ela só foi ultrapassada por um punhado de países que, para mais, estão agora alguns deles em graves dificuldades no Extremo Oriente. Portugal, pelo contrário, é membro activo e empenhado da União Europeia, com grande estabilidade democrática e solidez
institucional. Segundo a FRZ, o nosso país tem um dos processos de desenvolvimento mais bem sucedidos no mundo actual.

Mas, quando se olha para a estratégia económica portuguesa, tudo parece ser ao contrário do que deveria ser. Segundo a Fundação, Portugal, com as políticas e orientações que seguiu nas últimas décadas, deveria agora estar na miséria. O nosso país não pode ser desenvolvido. Quais são os factores que, segundo os especialistas, criam um desenvolvimento equilibrado e saudável? Um dos mais importantes é, sem dúvida, a educação.

Ora Portugal tem, segundo o relatório, um sistema educativo horrível e que tem piorado com o tempo. O nível de formação dos portugueses é ridículo quando comparado com qualquer outro país sério. As crianças portuguesas revelam níveis de conhecimentos semelhantes às de países miseráveis. Há falta gritante de quadros qualificados. É evidente que, com educação como esta, Portugal não pode ter tido o desenvolvimento que teve. Um outro elemento muito referido nas
análises é a liberdade económica e a estabilidade institucional. Portugal tem, tradicionalmente, um dos sectores públicos mais paternalista, interventor e instável do mundo, segundo a FRZ. Desde o "condicionamento industrial" salazarista às negociações com grupos económicos actuais, as empresas portuguesas vivem num clima de intensa discricionariedade, manipulação,
burocracia e clientelismo. O sistema fiscal português é injusto, paralisante e está em crescimento explosivo. A regulamentação económica é arbitrária, omnipresente e bloqueante.

É óbvio que, com autoridades económicas deste calibre, diz o relatório, o crescimento português tinha de estar irremediavelmente condenado desde o início. O estudo da Fundação continua o rol de aselhices, deficiências e incapacidades da nossa economia. Da falta de sentido de mercado dos empresários e gestores à reduzida integração externa das empresas; da paralisia do sistema
judicial à inoperância financeira; do sistema arcaico de distribuição à ausência de investigação em tecnologias. Em todos estes casos, e em muitos outros, a conclusão óbvia é sempre a mesma:

Portugal não pode ser um país em forte desenvolvimento.

Os cientistas da Fundação não escondem a sua perplexidade. Citando as próprias palavras do texto:

"Como conseguiu Portugal, no meio de tanta asneira, tolice e desperdício, um tal nível de desenvolvimento?"

A resposta, simples, é que ninguém sabe.

Há anos que os intelectuais portugueses têm dito que o País está a ir por mau caminho. E estão carregados de razão. Só que, todos os anos, o País cresce mais um bocadinho. A única explicação adiantada pelo texto, mas que não é satisfatória, é a incrível capacidade de improvisação, engenho e "desenrascanço" do povo português. No meio de condições que, para qualquer outra sociedade, criariam o desastre, os portugueses conseguem desembrulhar-se de forma incrível e inexplicável.

O texto termina dizendo:

"O que este povo não faria se tivesse uma estratégia certa?".

(*) João César das Neves - Economista

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Teachers in space!!!!!!

(um obrigado à autora do desenho!)

A geração J


O futuro ou já o presente?


Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb tem direitos e se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso ver q á razões qd um aluno não vai á escola. primeiros a peçoa n se sente motivada pq axa q a escola e a iducação estam uma beca sobre alurizadas.

Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima de trásosmontes é munto montanhoso? ou se a ecuação é exdruxula ou alcalina? ou cuantas estrofes tem um cuadrado? ou se um angulo é paleolitico ou espongiforme? Hã?

E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem 'os lesiades', q é um livro xato e q n foi escrevido c/ palavras normais mas q no aspequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos comós outros, daaaah.

Ás veses o pipol ainda tenta tar cos abanos em on, mas os bitaites dos profes até dam gomitos e a malta re-sentesse, outro dia um arrotou q os jovens n tem abitos de leitura e q a malta n sabemos ler nem escrever e a sorte do gimbras foi q ele h-xoce bué da rapido e só o 'garra de lin-chao' é q conceguiu assertar lhe com um sapato. Atão agora aviamos de ler tudo qt é livro desde o Camóes até á idade média e por aí fora, qués ver???

O pipol tem é q aprender cenas q intressam como na minha escola q á um curço de otelaria e a malta aprendemos a faser lã pereias e ovos mois e piças de xicolate q são assim tipo as pecialidades da rejião e ópois pudemos ganhar um gravetame do camandro. Ah poizé. tarei a inzajerar?

(O original, no blog http://essencia_de_femea.blogs.sapo.pt/ chama-se "Novas opurtunidades!")

domingo, 11 de maio de 2008

A vida é uma coisa maravilhosa

... e é espantoso como nós somos tão complexos e conseguimos funcionar durante tantos anos.

finalmente... tudo explicado!


(http://www.flickr.com/photos/joefxd/2377574547/in/set-72157604423778692/)

sábado, 10 de maio de 2008

Say NO, please...


(adenda de Junho: thanks guys!!!)

sexta-feira, 9 de maio de 2008

QI 20


Um sujeito entra num bar novo, hi-tech, e pede uma bebida. O barman é um robô que pergunta:
- Qual o seu QI?
O homem responde:
- 150.
Então o robô serve um cocktail perfeito e inicia uma conversa sobre aquecimento global, espiritualidade, física quântica, interdependência ambiental, teoria das cordas, nanotecnologia e por aí.

O tipo ficou impressionado, e resolveu testar o robô. Saiu, deu uma volta e retornou ao balcão. Novamente o robô pergunta:
- Qual o seu QI?
O homem responde:
- Deve ser uns 100.
Imediatamente o robô serve-lhe um whisky e começa a falar, agora sobre futebol, fórmula 1, super-modelos, comidas favoritas, armas, corpo da mulher e outros assuntos semelhantes.

O sujeito ficou abismado. Sai do bar, pára, pensa e resolve voltar e fazer mais um teste. Novamente o robô lhe pergunta:
- Qual o seu QI?
O homem disfarça e responde:
- Uns 20, eu acho!
Então o robô lhe serve-lhe uma pinga de tinto, inclina-se no balcão e diz bem pausadamente:
- E então meu, vamos votar no Sócrates de novo?

A condição humana

sexta-feira, 2 de maio de 2008

A entrevista por Alexandre Honrado (RCP)



1ª parte:

2ª parte:

3ª parte:

4ª parte:

5ª parte:

Parte 1



Parte 2



Parte 3



Parte 4



Parte 5



sábado, 26 de abril de 2008

A derrota das maiorias

O governo governa com a maioria e não com as manifestações da Rua, diz o Sr. Primeiro Ministro. É verdade, se o PS não tivesse a maioria, o Governo nunca teria tido a coragem de insultar os professores, nem de aprovar o novo estatuto da carreira docente, que é um insulto a quem presta tão nobre serviço à Nação. Já foi votada no Parlamente por três vezes a suspensão do novo estatuto da carreira docente e das três o PS votou contra suspensão.

As maiorias só favorecem os poderosos, as classes trabalhadoras que produzem riqueza saem sempre a perder. É fácil para quem tem vencimentos chorudos vir à televisão pedir para que apertemos o cinto.

Colegas, chegou o momento de ajustar contas com o PS. Se este partido tivesse menos de 1% do votos expressos nas últimas eleições, não teria a maioria e nunca teria tido a coragem de promover esta enorme afronta aos professores. Somos 150.000, o equivalente a 3% dos votos nacionais expressos. Se nas próximas eleições, que são dentro de um ano, todos os professores votarem em massa em todos os partidos excepto no PS, este partido nunca mais volta a ter a maioria e será a oportunidade soberana de devolver ao Sr. Sócrates as amêndoas amargas que ofereceu aos professores.

Colegas, quem foi capaz de ir do Minho, Trás-os-Montes, Algarve, Madeira e Açores a Lisboa, também consegue nas próximas legislativas dirigir-se à sua assembleia de voto e votar a derrota do PS.

Em Portugal há partidos para todos os gostos, quer à direita quer à esquerda do PS, é só escolher, maiorias nunca mais.

Os professores, para além de terem a capacidade de retirarem a maioria ao PS, têm a capacidade de o derrotar, basta para isso que os professores convençam metade dos maridos ou mulheres, metade dos seus filhos maiores, metade dos seus pais e um vizinho a não votar PS, e já são mais de 500.000, foram os votos que o PS teve a mais que a oposição.

Os professores estão pela primeira vez unidos, esta união é para continuar, e têm uma ferramenta poderosa ao seu alcance, a Internet, que nos põe em contacto permanente uns com os outros.

Senão vejamos, esta mensagem vai ser enviada a cinco colegas. Se cada um dos colegas enviar a mais cinco dá 25. Se estes enviarem a mais cinco dá 125. Se estes enviarem a mais cinco dá 625. Se estes enviarem a mais cinco dá 3.125. Se estes enviarem a mais cinco dá 15.625. Se estes enviarem a mais cinco dá 78.125. se este enviarem a mais cinco dá 390.625, isto é, o dobro dos professores que há em Portugal. À sétima vez que esta mensagem for reenviada todos os colegas ficarão a saber a informação que ela contém.

Começou oficialmente a campanha eleitoral dos professores contra o PS:

'VOTA À DIREITA OU À ESQUERDA! NÃO VOTES PS!

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Esta semana há feriado!!!!


A relação entre a heterosexualidade e o desempenho económico

Será que um primeiro ministro heterosexual teria um impacto positivo no desempenho económico do país?

... não querem experimentar nas próximas eleições?

PS

PS:

Pegar em boaS ideiaS e tranSformá-laS raPidamente em PorcariaS

sábado, 19 de abril de 2008

Quadros interactivos

An Afghan girl learns the letters of the Dari alphabet on a blackboard in an outdoor classroom, during a lesson on the first day of the official school year in Kabul March 23, 2002. For the first time in six years schoolgirls, who were banned by the Taliban from getting an education are attending classes. (Photo by Natalie Behring)

e Sócrates no poder...


"Two things are infinite: the universe and human stupidity; and I'm not sure about the universe."

Albert Einstein

quarta-feira, 16 de abril de 2008

terça-feira, 15 de abril de 2008

Há tipos muito inteligentes (2)

Há tipos muito inteligentes

AH! ganda Russo!!!

Para quem prefere deixar-se embevecer pelos fatinhos Armani (e saia casacos fora de moda..) dos nossos governantes e sente conforto no seu discurso salazarista pseudo-reformador, que tal ler como é que os problemas de Portugal são vistos pelos outros? (que estão de fora, a olhar para aqui para dentro ao invés de estar aqui dentro a olhar para o umbigo do Sócrates que é a única coisa que deixam passar na comunicação social).

De notar que de acordo com os números do FMI daqui a uma década a população Russa vai estar melhor do que a Portuguesa (eu diria que não será preciso tanto, se o Sócrates continuar no governo.....)


http://newsfromrussia.com/world/europe/08-03-2008/104431-teacherslisbon-0

A Manifestação dos Professores

segunda-feira, 14 de abril de 2008

ou tem pais ricos, ou...

a Energia

sexta-feira, 11 de abril de 2008

quarta-feira, 9 de abril de 2008

A culpa é dos Braganças!

Os /%&$%&%&! dos Braganças é que têm a culpa!

... se tivessem tido juizo no princípio do século, Portugal ainda era uma monarquia e o Sócrates (e o Cavaco e o Durão e Santana) nunca tinham chegado ao poder...

... se se tivessem deixado ficar quietinhos no Alentejo em 1640, isto ainda era Espanha, o que ainda era melhor...

domingo, 6 de abril de 2008

o regime autoritário, escandaloso, metodista e absurdo do senhor José Pinto de Sousa (*)....

... é que nos anda a lixar o futuro!




(*) Alberto João Jardim, líder do governo regional da Madeira , no XII Congresso Regional do PSD-M.

domingo, 30 de março de 2008

Maus exemplos...

e depois ainda acham estranho que os putos andem mal-criados...

sábado, 29 de março de 2008

Eu sabia!!!!


A mim nunca me enganaste!

quinta-feira, 27 de março de 2008

Quando os sonhos comandam a mente...

Kiwi - o fim desejado :-)

Kiwi - wish I could fly...

mais uma história triste, caraças!

Bunny - uma história de uma coelhinha e de um coelhinho...

com música de Tom Waits

Sonata

A mestria de Wim Mertens

Balance - quem tudo quer.....


Won the Oscar for Best Animated Short, 1990

quarta-feira, 26 de março de 2008

Requerimento à Srª Ministra da Educação

«Quando se fazem balanços é, certamente, para
realçar aquilo que se fez bem. [...] E foram tantas
as coisas que fizemos bem, que não temos de perder
tempo com o que fizemos mal.»

Vitalino Canas, porta-voz do Partido Socialista, 12.Março.2008


Senhora Ministra da Educação,

Venho, por este meio, solicitar a V. Ex.cia autorização para aplicar, na minha auto-avaliação, o mesmo critério utilizado pelo partido político que sustenta o Governo na avaliação que fez do seu próprio desempenho.

A lei da rua


Na Escola Carolina Michaëlis do Porto, uma escola da classe média e não uma escola "problema" de um bairro popular, a professora de Francês (altamente qualificada, por sinal) confiscou um telemóvel a uma aluna. Quase com certeza porque o telemóvel interferia com a aula (ou porque estava a ser usado, ou porque tocava, ou por uma razão qualquer igualmente grave). A dita aluna berrou e agrediu a professora. Não a deixou sair da sala. À volta, a turma ria e comentava: "Olha que a velha vai cair!", por exemplo. No fim, já havia um molho tumultuário e confuso, que outra criancinha prestavelmente filmava e que dali a pouco apareceu no YouTube e, a seguir, na televisão. Convém acrescentar que a professora era pequena e frágil e a aluna alta, anafada e forte. A brutalidade da coisa constrangia.


Perante isto, os nossos comentadores descobriram logo os culpados: os pais. Toda a gente imagina a cantilena: pais que não se interessam pelos filhos; pais que não "educam " os filhos; pais que não lhes transmitem os "valores" do respeito, da dignidade e da convivência. Muito bem. Mas não me cheira que a aluna do telemóvel bata habitualmente nos pais como bateu na professora. Porquê? Porque não acredito que ela goze em casa a impunidade de que goza na escola. Na escola não lhe podem responder bofetada a bofetada. Não a podem em definitivo pôr fora do sistema de ensino (excepto com a aprovação pessoal do ministro). Não a podemsequer fazer perder o ano por faltas. Não há melhor ambiente para um tiranete. É a lei da rua. Em última análise, é a lei da violência.


O Observatório da Segurança em Meio Escolar (reparem no nome) registou 185 agressões (físicas, como é óbvio) a professores nos 180 dias do ano lectivo. Tirando as que não foram "participadas" por medo ou por vergonha. Mesmo assim: mais de uma por dia. E não se trata, como provou a Escola Carolina Michaëlis, de um fenómeno marginal, atribuível ao analfabetismo e à pobreza. O que esta monstruosidade indica é a profunda corrupção da escola pública. O Governo pretende agora "avaliar" os professores. Se existisse justiça neste mundo, devia "avaliar"primeiro a longa linha de ministros que desde Veiga Simão (um homem nefasto), Roberto Carneiro e Marçal Grilo arrasaram no ensino do Estado a autoridade e a disciplina e o tornaram na trágica farsa que hoje temos.


In Jornal "Público", Sáb 22 Mar 08

terça-feira, 25 de março de 2008

Virtudes

Naquele tempo ... quando se criou o mundo, e para que os Homens prosperassem, o Criador concedeu-lhes 2 virtudes:

a) Aos Suíços, fê-los ordenados e cumpridores da lei;
b) Aos Ingleses, fê-los persistentes e estudiosos;
c) Aos Japoneses, fê-los trabalhadores e pacientes;
d) Aos Italianos, alegres e românticos;
e) Aos Franceses, fê-los cultos e refinados.
f) Aos Alemães, fê-los disciplinados e bravos;

Ao chegar aos portugueses, voltou-se para o anjo, que tomava notas, e disse:
- Os portugueses vão ser inteligentes, boas pessoas e vão apoiar a Ministra da
Educação

Então o anjo disse:
- Senhor, deste a todos os povos duas virtudes e aos portugueses três...
Isto fará com que prevaleçam sobre todos os demais.

Então o Criador reflectiu e disse:
- Tens razão Gabriel... Mas as virtudes não se podem tirar, mas ordeno que os portugueses, a partir de agora, podem ter qualquer das três, mas que a mesma pessoa não possa ter mais do que duas virtudes de cada vez.


Assim seja que:
1. Português que apoia a Ministra da Educação e boa pessoa, não pode ser
inteligente.
2. Português que é inteligente e que apoia a Ministra da Educação, não pode ser boa pessoa.
3. E Português que é inteligente e boa pessoa, não pode ser dos que apoiam a
Ministra da Educação.

Dá gosto fazer negócios em Portugal!

E viva o nosso neo-liberalismo-socialista-socrático!

A CMVM investigou, o Expresso revelou a história, o DIAP arquivou e o 'Jornal de Negócios' recordou-a agora.No dia 9 de Março de 2007, a corretora Lisbon Brokers emitiu um "research" sobre o sector bancário, que não estava agendado para essa semana e que não foi feita pelo analista que acompanhava o sector.

Na sexta-feira, 10 de Março, quatro clientes da Lisbon Brokers compram acções do BPI: a Fundação Berardo (297.441), Patrick Monteiro de Barros (um milhão), o "hedge fund" Ruby Capital Partners (um milhão) e Leopoldo Gerardo Furtado Martins (41.500).

Na segunda-feira, 13, a Fundação Berardo compra logo de manhã mais 956.027 acções e Leopoldo Martins mais 490 mil. Nesse mesmo dia, o presidente do BCP, Paulo Teixeira Pinto, anuncia às 15h36 o lançamento de uma OPA sobre o BPI. As acções do banco, suspensas desde as 15h18, voltam a ser transaccionadas a partir das 16h10.

Os quatro clientes da Lisbon Brokers vendem tudo, obtendo as seguintes mais-valias: Fundação Berardo - 940.187,42 euros; Patrick - um milhão e 70 mil euros; Ruby Capital - 705.274 euros; Leopoldo Martins - 428.825,40 euros.

O DIAP arquivou o processo porque não foi possível comprovar que alguém tenha passado a informação sobre a OPA. Donde, foi tudo acaso, coincidência, estar no sítio certo à hora certa.

Pois.

E eu sou o Adam Smith e acredito na mãozinha invisível. Que funciona realmente, como se vê por este belo exemplo.


in Expresso, por Nicolau Santos. Março de 2008

domingo, 23 de março de 2008

As coisas que a gente encontra na net

Os "Gato Fedorento" não fariam melhor...

Assunto: Eloquência administrativa - para ler em voz alta (o
Secretário de Estado Valter Lemos no seu melhor estilo)

Por António Barreto - Público

PARECE QUE A EDUCAÇÃO está em reforma. Sempre esteve, aliás. Vinte e al ministros da educação e quase cem secretários de Estado, em pouco ais de trinta anos, estão aí para mostrar o enorme esforço despendido o sector. Uma muito elevada percentagem do produto nacional é entregue ao departamento governamental responsável. Este incansável ministério zela por nós, está atento aos menores sinais de mudança ou
de necessidade, corrige infatigavelmente as regras e as normas.

Neste 5 de Outubro, dia da República, o Chefe de Estado e o presidente da Câmara de Lisboa não se esqueceram de considerar a educação a mais alta prioridade e a principal causa do nosso atraso. Nesse mesmo dia, mão amiga fez-me chegar o último exemplo do esforço reformador que anima os nossos dirigentes. Com a devida vénia ao signatário, o secretário de Estado Valter Lemos, transcrevo o seu despacho normativo, cuja leitura em voz alta recomendo vivamente:

O Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março, rectificado pela Declaração de Rectificação n.º 44/2004, de 25 de Maio, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 24/2006, de 6 de Fevereiro, rectificado pela Declaração de Rectificação nº 23/2006, de 7 de Abril, e pelo Decreto-Lei n.º 272/2007, de 26 de Julho, assenta num princípio estruturante que se traduz na flexibilidade de escolha do percurso formativo do aluno e que se consubstancia na possibilidade de organizar de forma diversificada o percurso individual de formação em cada curso e na possibilidade de o aluno reorientar o próprio trajecto formativo entre os diferentes cursos de nível secundário.

Assim, o Despacho n.º 14387/2004 (2.ª Série), de 20 de Julho, veio estabelecer um conjunto de orientações sobre o processo de reorientação do percurso escolar do aluno, visando a mudança de curso entre os cursos criados ao abrigo do Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março, mediante recurso ao regime de permeabilidade ou ao regime de equivalência entre as disciplinas que integram os planos de estudos do curso de origem e as do curso de destino, prevendo que a atribuição de equivalências seria, posteriormente, objecto de regulamentação de acordo com tabela a aprovar por despacho ministerial.

Neste sentido, o Despacho n.º 22796/2005 (2.ª Série), de 4 de Novembro, veio concretizar a atribuição de equivalências entre disciplinas dos cursos científico-humanísticos, tecnológicos e artísticos especializados no domínio das artes visuais e dos audiovisuais, do ensino secundário em regime diurno, através da tabela constante do anexo a esse diploma, não tendo, no entanto, abrangido os restantes cursos criados ao abrigo do Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março.

A existência de constrangimentos na operacionalização do regime de permeabilidade estabelecido pelo Despacho n.º 14387/2004 (2.ª Série), de 20 de Julho, bem como os ajustamentos de natureza curricular efectuados nos cursos científico-humanísticos criados ao abrigo do Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março, implicaram a necessidade de se proceder ao reajuste do processo de reorientação do percurso escolar do aluno no âmbito dos cursos criados ao abrigo do mencionado Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março.

Desta forma, o presente diploma regulamenta o processo de reorientação do percurso formativo dos alunos entre os cursos científico-humanísticos, tecnológicos, artísticos especializados no domínio das artes visuais e dos audiovisuais, incluindo os do ensino recorrente, profissionais e ainda os cursos de educação e formação, quer os cursos conferentes de uma certificação de nível secundário de educação quer os que actualmente constituem uma via de acesso aos primeiros, criados ao abrigo do Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março, rectificado pela Declaração de Rectificação n.º 44/2004, de 25 de Maio, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 24/2006, de 6 de Fevereiro, rectificado pela Declaração de Rectificação n.º 23/2006, de 7 de Abril, e pelo Decreto-Lei n.º 272/2007, de 26 de Julho, e regulamentados, respectivamente, pelas Portarias n.º 550-D/2004, de 22 de Maio, alterada pela Portaria n.º 259/2006, de 14 de Março, n.º 550-A/2004, de 21 de Maio, com as alterações introduzidas pela Portaria n.º 260/2006, de 14 de Março, n.º 550-B/2004, de 21 de Maio, com as alterações introduzidas pela Portaria n.º 780/2006, de 9 de Agosto, n.º 550-E/2004, de 21 de Maio, com as alterações introduzidas pela Portaria n.º 781/2006, de 9 de Agosto, n.º 550-C/2004, de 21 de Maio, com as alterações introduzidas pela Portaria n.º 797/2006, de 10 de Agosto, e pelo Despacho Conjunto n.º 453/2004, de 27 de Julho, rectificado pela Rectificação n.º 1673/2004, de 7 de Setembro.

Assim, nos termos da alínea c) do artigo 4.º e do artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março, rectificado pela Declaração de Rectificação n.º 44/2004, de 25 de Maio, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 24/2006, de 6 de Fevereiro, rectificado pela Declaração de Rectificação nº 23/2006, de 7 de Abril, e pelo Decreto-Lei n.º 272/2007, de 26 de Julho, determino:

O que se segue é indiferente. São onze páginas do mesmo teor. Uma linguagem obscura e burocrática, ao serviço da megalomania centralizadora. Uma obsessão normativa e regulamentadora, na origem de um afã legislativo doentio. Notem-se as correcções, alterações e rectificações sucessivas.

Medite-se na forma mental, na ideologia e no pensamento que inspiram este despacho. Será fácil compreender as razões pelas quais chegámos onde chegámos. E também por que, assim, nunca sairemos de onde estamos.

As carinhas deles....

sexta-feira, 14 de março de 2008

O valor simbólico da Educação na Socratalândia


Na ânsia louca de mostrar ao mundo que conseguiu transformar um país de analfas num país de letrados, eis o que Sócrates está a fazer a Portugal.

Curso de equivalência ao 9º Ano de Escolaridade como 'Jogador(a) de Futebol' Qual Matemáticas, qual quê? Ciências e Línguas?! Bora lá mas é mandar uns bicos na bola, que a seguir é completar equivalência ao 12º Ano como degustador de cerveja...

Sem palavras...

Voos parabólicos da ESA

quinta-feira, 13 de março de 2008

quarta-feira, 12 de março de 2008

eu não resisto a estas coisas...

Como o mundo é pequeno...

Recebi esta por mail...

O PROFESSOR QUE SÓCRATES NÃO CONHECIA

O PROFESSOR QUE SÓCRATES NÃO CONHECIA, NÃO CONHECEU NEM QUER OUVIR FALAR;

A BEM DA NAÇÃO

CHAMA-SE ANTÓNIO JOSÉ MORAIS E É ENGENHEIRO A SÉRIO; DAQUELES RECONHECIDOS PELA ORDEM (não é uma espécie de Engenheiro, como diriam os Gatos Bem cheirosos).

O António José Morais é primo em primeiro grau da Dra. Edite Estrela.

É um transmontano tal como a prima que também é uma grande amiga do Eng. Sócrates. Também é amigo de outro transmontano, também licenciado pela INDEPENDENTE o Dr. Armando Vara, antigo caixa da Caixa Geral de Depósitos e actualmente Administrador da Caixa Geral de Depósitos, grande amigo do Eng. Sócrates e da Dr.ª Edite Estrela.

O Eng. Morais trabalhou no prestigiado LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil), só que devido ao seu elevado empreendedorismo canalizava trabalhos destinados ao LNEC, para uma empresa em que era parte interessada. Um dia foi convidado a sair pela infeliz conduta. Trabalhou para outras empresas entre as quais a HIDRO-PROJECTO e pelas mesmas razões foi convidado a sair.

Nesta sua fase de consultor de reconhecido mérito trabalhou para a Câmara da Covilhã onde vendeu serviços requisitados pelo técnico Eng. Sócrates.

Daí nasce uma amizade.

É desta amizade entre o Eng. da Covilhã e o Eng. Consultor que se dá a apresentação do Eng. Sócrates à Dr.ª Edite Estrela, proeminente deputada e dirigente do Partido Socialista.

E assim começa a fulgurante ascensão do Eng. Sócrates no Partido Socialista de Lisboa apadrinhada pela famosa Dr.ª Edite Estrela, ainda hoje um vulto extremamente influente no núcleo duro do líder socialista.

À ambição legítima do político Sócrates era importante acrescentar o grau de licenciatura.

Assim o Eng. Morais, já professor do prestigiado ISEL (Instituto Superior de Engenharia de Lisboa) passa a contar naquela Universidade com um prestigiado aluno - José Sócrates Pinto de Sousa, bacharel.

O Eng. Morais demasiado envolvido noutros projectos faltava amiúde às aulas e, naturalmente, foi convidado a sair daquela docência.

Homem de grande espírito de iniciativa, rapidamente, colocou-se na Universidade Independente.

Aí o seu amigo bacharel José Sócrates, imensamente absorvido na politica e na governação seguiu-o ......." porque era a escola, mais perto do ISEL que encontrou ".

E assim se licenciou, tendo como professor da maioria das cadeiras (logo quatro) o desconhecido mas exigente Eng. Morais. E ultrapassando todas as dificuldades, conseguindo ser ao mesmo tempo Secretário de Estado e trabalhador estudante licencia-se, e passa a ser Engenheiro, à revelia da maçadora Ordem dos Engenheiros, que segundo consta é quem diz quem é Engenheiro ou não, sobrepondo-se completamento ao Ministério que tutela o ensino superior. (Essa também não é muito entendível; se é a Ordem que determina quem tem aptidão para ser Engenheiro devia ser a Ordem a aprovar os Cursos de Engenharia....La Palisse não diria melhor)

Eis que licenciado o governante há que retribuir o esforço do HIPER-MEGA PROFESSOR, que com o sacrifício do seu próprio descanso deve ter dado aulas e orientado o aluno a horas fora de normal já que a ocupação de Secretário de Estado é normalmente absorvente.

E ASSIM FOI:
O amigo Vara, também secretário da Administração Interna coloca o Eng.Morais como Director Geral no GEPI, um organismo daquele Ministério.

O Eng. Morais, um homem cheio de iniciativa, teve que ser demitido devido a adjudicações de obras não muito consonantes com a lei e outras trapalhadas na Fundação de Prevenção e Segurança fundada pelo Secretário de Estado Vara.(lembram - se que foi por causa dessa famigerada Fundação que o Eng. Guterres foi obrigado a demitir o já ministro Vara (pressões do Presidente Sampaio), o que levou ao corte de relações do Dr. Vara com o Dr. Sampaio - consta até que o Dr. Vara nutre pelo ex-Presidente um ódio de estimação.

O Eng. Guterres farto que estava do Partido Socialista (porque é um homem de bem, acima de qualquer suspeita, íntegro e patriota) aproveita a derrota nas autárquicas e dá uma bofetada de luva branca no Partido Socialista e manda-os todos para o desemprego.

Segue-se o Dr. Durão Barroso e o Dr. Santana Lopes que não se distinguem em praticamente nada de positivo e assim volta o Partido Socialista comandado pelo Eng. Sócrates..... Que GANHA AS ELEIÇÕES COM MAIORIA ABSOLUTA.

Eis que, amigo do seu amigo é e vamos dar mais uma oportunidade ao Morais, que o tipo não é para brincadeiras.

E o Eng. Morais é nomeado Presidente do Instituto de Gestão Financeira do Ministério da Justiça.

O Eng. Morais homem sensível e de coração grande, tomba de amores por uma cidadã brasileira que era empregada num restaurante no Centro Comercial Colombo.

E como a paixão obnubila a mente e trai a razão nomeia a "brasuca" Directora de Logística dum organismo por ele tutelado a ganhar 1600 € por mês. Claro que ia dar chatice, porque as habilitações literárias (outra vez as malfadadas habilitações) da pequena começaram a ser questionadas pelo pessoal que por lá circulava.

Daí a ser publicado no " 24 HORAS" foi um ápice. E ASSIM lá foi o apaixonado Eng. Morais despedido outra vez.

TIREM AS VOSSAS CONCLUSÕES...

para pensar...

Testemunho e uma menina inglesa de 12 anos:

“Girls use the internet for gossiping and finding things out about friends and people you know. Boys use it more for useful things like games,”

hum....

(fonte: http://technology.timesonline.co.uk/tol/news/tech_and_web/the_web/article3511863.ece)

segunda-feira, 10 de março de 2008

Dossier de apresentação

Data e Hora dos Solsticios e Equinócios

anoEquinócio
Mar
Solstício
Junho
Equinócio
Setembro
Solstício
Dezembro
diahoradiahoradiahoradiahora
20022019:162113:242304:552201:14
20032101:002119:102310:472207:04
20042006:492100:572216:302112:42
20052012:332106:462222:232118:35
20062018:262112:262304:032200:22
20072100:072118:062309:512206:08
20082005:482023:592215:442112:04
20092011:442105:452221:182117:47
20102017:322111:282303:092123:38
20112023:212117:162309:042205:30
20122005:142023:092214:492111:11
20132011:022105:042220:442117:11
20142016:572110:512302:292123:03

Estive lá

 

 

 

 
Posted by Picasa

domingo, 9 de março de 2008

O inverno tem estas coisas

Humorous Pictures
Enter the ICHC online Poker Cats Contest!

O amor é uma coisa maravilhosa

(mais em http://www.worth1000.com/contest.asp?contest_id=18699&display=photoshop)

And now for something completelly different...


Michael Jackson Playmobil figures on Flickr


Ele há com cada coisa mais original...
(eles estão agora a trabalhar num modelo Bibi e noutro com um conhecido apresentador de TV)

Eu já suspeitava....



(fonte: http://www.gapingvoid.com/)

Toma lá e compara! (*)

(*) Recebido por mail

Caríssimos colegas,

Sou, desde 1982, professora de Língua e Cultura Portuguesas no Estrangeiro, e pertenço ao QND da Escola B 2,3 Mestre Domingos Saraiva no Algueirão.
Tenho sido sempre activa sindicalmente, encontrando-me no momento na Direcção do SPCL (Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas).

Conheço bem os sistemas de ensino da Alemanha e da Suíça, os dois países em que trabalhei longos anos.

Por isso, envio-vos aqui várias informações sobre os docentes e o ensino nos dois países, informações estas que poderão usar do modo que vos for mais útil, e onde poderão ver que os professores mais explorados da Europa, são, sem sombra de dúvida, os docentes portugueses.

Alemanha

Avaliação dos docentes:

Têm, de 6 em 6 anos, uma aula (45 minutos) assistida pelo chefe da Direcção escolar. Essa assistência tem como objectivo a subida de escalão.

Depois de atingido o topo da carreira, acabaram-se as assistências e não existe mais nenhuma avaliação.

Não existe nada semelhante ao nosso professor titular. Sempre gostava de saber onde foi o ME buscar tal ideia. Existem, claro, quadros de escola.

Não existe diferença entre horas lectivas e não lectivas. Os horários completos variam entre 25 e 28 horas semanais.

As reuniões para efeito de avaliação dos alunos têm lugar durante o tempo de funcionamento escolar normal, nunca durante o período de férias. Sempre achei um pouco perverso os meninos irem de férias e os professores ficarem a fazer reuniões…

Tanto na Alemanha como na Suíça, França e Luxemburgo, durante os períodos de férias as escolas encontram-se encerradas! Encerradas para todos, alunos, pais, professores e pessoal de Secretaria! Os alunos e os professores têm exactamente o mesmo tempo de férias. Não existe essa dicotomia idiota entre interrupções lectivas, férias, etc.

As escolas não são centros de recreio nem servem para "guardar" os alunos enquanto os pais estão a trabalhar.

Nas escolas de Ensino Primário as aulas vão das 8.00 às 13 ou 14 horas.
Nos outros níveis começam às 8.00 ou 8.30 e terminam às 16.00 ou, a partir do 10° ano, às 17.00.

Total de dias de férias por ano lectivo: cerca de 80 (pode haver ligeiras diferenças de estado para estado)

Alunos

Claro que existem problemas de disciplina. Mas é inaudito os alunos, ou os pais dos mesmos, agredirem os professores. A agressão física de um professor por um aluno pode levar à expulsão do último.

Os trabalhos de casa existem e são para serem feitos. Absolutamente inconcebível que um encarregado de educação declare que o seu filho/filha não tem nada que fazer trabalhos de casa, como acontece, ao que sei, em Portugal.

É terminantemente proibido os alunos terem os telemóveis ligados e utilizarem-nos durante as aulas. As penas para tal são primeiro aviso aos pais, depois confiscação do telemóvel e por fim multa.

Suíça

Tal como na Alemanha, os professores só são assistidos durante o período de formação e para subida de escalão.

Durante os períodos de férias as escolas encontram-se, como na Alemanha, encerradas.

Os horários escolares são semelhantes aos da Alemanha. Até ao 4° ano de escolaridade, inclusive, não há aulas de tarde às quartas-feiras, terminam cerca das 11.30.
No início das aulas os alunos cumprimentam o professor apertando-lhe a mão e despedem-se do mesmo modo. Claro que não há 28 ou 30 alunos numa classe, mas no máximo 22.

O telemóvel tem de estar desligado durante as aulas.
É dada grande importância aos trabalhos de casa. A não apresentação dos mesmos implica descida de nota final.

Total de dias de férias: cerca de 72 (pode haver diferenças de cantão para cantão) .

Vencimentos

Só uma pequena comparação … na Suíça um professor do pré-primário no topo da carreira recebe 5.200 francos mensais líquidos (cerca de 3.400 euros), mais ou menos o dobro do que vence um professor em Portugal no topo da carreira…
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Caras / Caros colegas:

Espero não ter abusado da vossa paciência com a minha exposição. Porém, acho que ficou claro que, se o ensino em Portugal se encontra em péssimo estado, a culpa não é dos professores, mas sim de um ME vendido aos empresários, que tem como objective actual a quase extinção da escola pública, para que a mesma produza analfabetos funcionais, que trabalharão sem caixa médica e sem subsídio de férias, porque nem sabem o que isso é, e se souberem, não poderão reclamar porque não saberão escrever uma carta em termos…. Isto para não mencionar as massas que se entregarão à criminalidade, prostituição, etc.

Um grande abraço para todas /todos da colega

Teresa Soares